

PRIMAVERA DOS LIVROS 2008
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
DE 25 A 28 DE SETEMBRO
A LIBRE
A LIBRE vem se fortalecendo como entidade representativa da edição independente no Brasil por meio de uma rede de editores que trabalha cooperativamente pelo fortalecimento dos negócios do mercado editorial brasileiro e da bibliodiversidade.
Segundo Renata Farhat Borges, presidente da entidade, o mercado editorial brasileiro, na mesma medida de outros segmentos da economia, vem demonstrando a tendência crescente da concentração e internacionalização do capital. Especificamente na produção editorial, essa tendência se mostra prejudicial para a manifestação livre e democrática da diversidade cultural brasileira.
Principais objetivos
- Apresentar ao público a diversidade editorial brasileira por meio de um rico Calendário de atividades culturais reunindo editores, autores, ilustradores, tradutores, educadores, mediadores de leitura, livreiros, distribuidores, e público-leitor;
- Fortalecer a cadeia produtiva do livro independente por meio de encontros temáticos sobre economia da cultura, produção cultural e diversidade cultural brasileira, sob a perspectiva do mercado editorial independente;
- Criar oportunidades de capacitação dos diferentes atores da cadeia produtiva do livro por meio da realização de rodadas de negócios, palestras e workshops;
- Conscientizar o público-leitor sobre a importância e o prazer da leitura;
- Apresentar ao mercado alternativas de inclusão e acessibilidade de públicos especiais, como deficientes visuais e físicos, por meio da realização de atividades de captação de leitura dramática em cabines especiais;
- Promover a exposição e a comercialização da produção editorial independente brasileira.

EDITORAS PARTICIPANTES
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ESTANDE |
EDITORA |
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44 |
A Girafa Editora |
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38 |
Alameda |
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29 |
Anita Garibaldi |
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52 |
Artes e Ofícios |
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54 |
Associação Palas Athena |
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28 |
Autêntica |
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27 |
Azougue |
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51 |
Barracuda |
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12 |
Bem-Te-Vi |
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55 |
Brinque Book |
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30 |
C/Arte |
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56 |
Callis |
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14 |
Capivara |
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19 |
Casa da Palavra |
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58 |
Casa de Rui Barbosa |
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1 |
Claridade |
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25 |
Contra Capa ao lado de Mauad |
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36 |
Contraponto |
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8 e 9 |
Cosac & Naify |
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15 |
Crisálida |
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7 |
Cuca Fresca |
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18 |
Duna Dueto + Alis |
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39 |
Edições Rosari |
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20 e 21 |
Editora 34 |
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26 |
Editora Biruta |
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49 |
Editora de Cultura |
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48 |
Editora Estação Liberdade |
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13 |
Editora Fundação Perseu Abramo |
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37 |
Editora Garamond |
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35 |
Editora Iluminuras |
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43 |
Editora Mercuryo Jovem |
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34 |
Editora Oficina de Textos |
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59 |
Editora Original (Panda Books) |
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16 |
Editora Terceiro Nome |
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53 |
Estação das Letras e Cores |
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17 |
Evoluir |
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47 |
Frente |
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41 |
Língua Geral |
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31 |
Literalis |
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42 |
Matrix |
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24 |
Mauad ao lado de Contracapa |
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4 |
Memória Visual |
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11 |
Musa |
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5 |
Nankin |
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2 |
Nova Alexandria |
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61 |
Odysseus |
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62 |
Outras Letras + Prazerdeler |
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45 |
Pallas |
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10 |
Papagaio |
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6 |
Peirópolis |
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46 |
Pinakotheke |
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22 |
Publisher Brasil |
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23 |
Quartet + Ficções |
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33 |
Sá |
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3 |
Terra Virgem |
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32 |
Veredas |
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60 |
Versal |
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50 |
Via Lettera |
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57 |
Vieira & Lent |
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40 |
Viveiros de Castro (7 Letras) |
O clima da Primavera dos Livros
1) A troca de experiência entre pequenos editores
Uma vez que grande parte da concepção e pré-produção da Primavera dos Livros é fruto da dedicação voluntária dos editores, ao longo do ano esse trabalho se transforma numa rara ocasião de troca efetiva de conhecimento e experiências profissionais. Ao encontrar pessoalmente seus parceiros no mercado editorial, o pequeno editor tem a oportunidade de discutir os problemas mais comuns de seu segmento (como distribuição, relação com as grandes redes de livrarias, exposição dos livros nas prateleiras etc.) e de levantar algumas possibilidades de solução. Para que todo esse debate não se perca na informalidade dos encontros, a Primavera dos Livros promove o Dia da LIBRE (tradicionalmente na quinta-feira, primeiro dia da feira), no qual se abre um fórum de debates que traz à tona temas fundamentais para o mercado editorial.
2) O encontro entre pequenos editores e leitores
As pequenas editoras têm, em geral, dificuldade em expor seus catálogos nas grandes redes de livrarias. Além disso, o acesso dessas editoras às grandes feiras de livros está se tornando cada vez mais remoto: os custos de participação são altos, o foco desses eventos está muito disperso e o livro em si acaba ficando em segundo plano. O leitor ideal dos livros produzidos pelas editoras independentes que participam da Primavera dos Livros - livros de qualidade, que se destacam não só pelo conteúdo, mas também pelo esmero da edição, se sente cada vez menos atraído por bienais do livro e eventos do gênero e não consegue encontrar determinados títulos divulgados pela mídia (parceira das pequenas editoras) nas grandes redes. A Primavera dos Livros: por sua concepção, na qual o livro se torna novamente o foco principal do evento, é um momento raro de encontro entre os pequenos editores e seus leitores ideais, ou, em outras palavras, logramos nela uma consolidação e ampliação de nossos nichos de mercado. Antes de mais nada, e esse é um dos diferenciais da Primavera dos Livros, quem apresenta e vende os livros é o próprio editor, cuja presença é obrigatória para a participação da editora na feira. Assim, o diálogo entre leitor e editor é concreto e efetivo.
3) O incentivo à leitura
Toda a programação cultural da Primavera dos Livros está diretamente relacionada ao livro, à leitura e à formação do leitor, além disso, na feira, os livros são oferecidos com descontos de 20% a 40% para o público em geral e de 50% para professores. Atuando nessas duas frentes, a cultural e a mercadológica, os pequenos editores procuram estimular o interesse e facilitar o acesso do público a seu produto.
4) Intercâmbio com outras feiras, entidades e instituições
A LIBRE se estruturou de forma duradoura enquanto entidade do ramo do livro da Primavera São Paulo 2003 para cá, e tem sido solicitada por uma série de entidades para intercâmbios e participação em feira nacionais e internacionais. Participou da Feira do Livro de Frankfurt, a maior feira do mundo do ramo do livro, mediante o qual todas editoras da LIBRE estiveram aptas a se inscrever e participar da Feira gratuitamente.
A LIBRE também foi convidada pela Unesco e seu braço do livro para a América Latina, o CERLALC, a participar da elaboração de políticas deste entidade para o livro, principalmente no que diz respeito a políticas para pequenas editoras e também no contexto do Ano Latino-americano da Leitura, ocorrido em 2005.
No âmbito nacional, a LIBRE foi convidada para a abertura as Feiras do Livro do Ceará e de Porto Alegre, e participa anualmente, em parceria com o SEBRAE, da Feira do Livro de Ribeirão Preto.
Todas estas atividades são resultado de uma política de atuação contínua por parte da diretoria da LIBRE das discussões em torno do livro, da leitura e da propagação da cultura, cujo momento máximo se dá nas Primaveras dos Livros. Além disso, a Primavera dos Livros está em constante debate com os Ministérios da Educação, da Cultura e da Indústria e do Comércio em diversas frentes de atividades, indo de parcerias com a Biblioteca Nacional e estudos com o BNDES visando linhas de créditos para editoras e livrarias de pequeno e médio porte.
Importância do evento
Nas feiras de livros em geral, o livro de conteúdo, em edições bem cuidadas, tem perdido seu espaço para outros produtos (brinquedos, revistinhas, encartes publicitários, brindes variados, guloseimas etc.) e eventos paralelos (toda uma série de promoções que retiram o foco do produto livro). Tais feiras tornaram-se, portanto um universo amplo e disperso onde as pequenas editoras, quando conseguem arcar com os altos custos dos estandes, ficam perdidas em espaços reduzidos e pouco valorizados. Além do mais, dificilmente o tipo de divulgação dessas feiras consegue seduzir o público alvo das editoras independentes - em geral, leitores com grau elevado de escolaridade e poder aquisitivo de médio para alto. Descontentes com essa situação e cientes de que há uma demanda real do leitor, os editores decidiram se unir para se fortalecer.
A união permite a participação coletiva nas grandes feiras, por outro, possibilita que se organize um evento próprio, de características específicas, que atenda às necessidades e aos anseios do pequeno editor e de seu leitor ideal.
A Primavera dos Livros é fruto de algumas necessidades e de vontades. Necessidade de compartilhar experiências, problemas e soluções entre editoras que possuem objetivos semelhantes.
Necessidade de mostrar que as pequenas editoras possuem uma força que algumas vezes não corresponde ao espaço conseguido nas prateleiras das livrarias. Vontade de apresentar-se ao leitor, mostrar todos os livros, conversar pessoalmente, conhecer e tornar-se conhecido.
Vontade de formar um grupo que consiga - como vem conseguindo - estabelecer-se como uma importante referência no mercado editorial.
Destaques:
1. Programação cultural sobre diversidade étnico-racial e cultural, histórias de povos imigrantes e muito mais sobre a formação do povo de São Paulo;
2. Programação infantil com mais de 30 oficinas e atividades para as crianças;
3. Lançamentos de livros, saraus de poesia, oficinas de leitura e palestras;
4 - Cabine experimental para a gravação de poemas (acessibilidade à leitura)
Alinhado à política do Governo Federal de estimular os editores a desenvolver materiais em áudio, braille e LIDA para os deficientes visuais, e à política de inclusão já adotada pelo
Centro Cultural São Paulo, que detém a maior biblioteca braille do município de São Paulo, será montada, durante a Primavera dos Livros, uma cabine para a gravação de poemas.
A iniciativa tem o objetivo de sensibilizar não apenas os editores, mas também os leitores, autores e o público geral da Primavera. Na ocasião estarão abertas as inscrições para voluntario da Biblioteca Braille do Centro Cultural para a gravação futura, então realizada profissionalmente, de livros falados.
5. Presença do ônibus-biblioteca na frente do CCSP durante todo o período da Primavera.
Em 2008 a LIBRE celebra com a Prefeitura Municipal de São Paulo a retomada do projeto ônibus-bIblioteca, iniciado em 1930 pelo modernista Mário de Andrade. São 4 ônibus que realizam ao todo 112 roteiros mensais pela periferia da cidade, levando um acervo rico e variado de títulos e atividades diárias de encontros do leitor com autores das editoras associadas para as comunidades.
O Ônibus-Biblioteca é um projeto que possui um acervo rotativo de 135.000 volumes, sendo que em cada ônibus cabem 3.000 volumes.
CCSP - CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - São Paulo/SP
Central de informações: (11) 3383-3401 / 3383-3402
Para informações complementares, entrevistas e fotos:
Erika Alexandra Balbino
Baobá - Comunicação, Cultura e Conteúdo
011 34822510 - erika.balbino@baobacomunicacao.com.br
www.baobacomunicacao.com.br